|
Padre Ferreira debate
meia-entrada estudantil
Audiência
Pública realizada nesta manhã, por iniciativa
do deputado Padre Ferreira (PSDB), colocou em debate
o descumprimento da Medida Provisória nº
2.208, que acabou com o fim do monopólio da
União Nacional dos Estudantes – UNE e
União Brasileira dos Estudantes Secundaristas
– UBES sobre a emissão de carteiras de
estudante, que garantem a meia-entrada em eventos
culturais, esportivos e de lazer.
A
MP, editada em 17 de agosto de 2001, se sobrepõe
à Lei 12.355, que assegura o monopólio
a UNE e UBES, ficando a confecção das
carteiras sob responsabilidade das entidades filiadas,
tais como União Estadual dos Estudantes, União
Municipal dos Estudantes Secundaristas, centros acadêmicos,
diretórios acadêmicos e grêmios
estudantis.
“Nosso
objetivo nesta audiência é garantir que
o direito reservado aos estudantes pela Medida Provisória
e pela Lei Estadual seja de fato cumprido”,
diz o deputado, que busca possíveis alterações
que melhorem a lei e alternativas para intensificar
a fiscalização, tanto por parte do Ministério
Público como do Procon-GO. “Queremos
uma discussão mais ampla com o Poder Público,
especialmente no que diz respeito à fiscalização”,
reclama Emerson Soares Moreira, presidente a Associação
Goiana dos Estudantes.
Se
quando confeccionadas por entidades estudantis apenas,
a concessão da meia-entrada acabava tomando
rumos errados, como patrocínio de campanhas
políticas, o fim do monopólio gerou
um outro problema: a falta de legitimidade dos estabelecimentos
que hoje podem confeccionar as carteiras estudantis.
O
presidente da União Estadual dos Estudantes
– UEE, Ricardo Borges, propõe que o Conselho
Nacional da Juventude crie um selo para legitimar
as carteiras de estudante, que hoje são confeccionadas
por qualquer estabelecimento que ofereça algum
curso, e não apenas por escolas de nível
fundamental, médio e superior, como prevê
a Lei Estadual 12.355.
Representando
o Ministério Público, o promotor Alexandre
Mendes critica a banalização da meia-entrada,
como está ocorrendo atualmente em todo o país,
mas destaca três pontos de atuação
do MP: fiscalizar fraudes ou falsificações,
esclarecer a população sobre a Lei Estadual,
que reserva a concessão das carteiras a estudantes
regularmente matriculados em estabelecimentos de ensino
fundamental, médio e superior; e bilheterias
únicas para inteira e meia-entrada, e não
apenas uma única para meia, como ocorre no
Estádio Serra Dourada, ficando as demais para
a venda apenas de bilhetes inteiros. “Precisamos
garantir que os direitos dos estudantes, resguardados
por lei, sejam respeitados”, afirma o promotor.
Após
os debates, os representantes das entidades estudantis
encaminharam proposta ao deputado Padre Ferreira,
solicitando que a Comissão de Constituição
e Justiça da Assembléia Legislativa
emita um parecer sobre as legislações
que tratam da meia-entrada, garantindo aos estudantes
um direito já adquirido. Participaram da audiência
alunos da 8º série do Colégio Estadual
Joaquim Edson Camargo.
Margareth Caldas - Impressa
ALG |