União Brasileira dos Estudantes
Aumentam
para 48 os projetos de expansão universitária.
O
Ministério da Educação decidiu ampliar
de 41 para 48 os projetos de interiorização
e expansão de universidades públicas no país,
até 2007, para atender às demandas regionais.
A Secretaria de Educação Superior (SESu/MEC)
aguarda apenas os projetos acadêmicos e arquitetônicos
de cinco universidades para assinar convênios e repassar
recursos aos sete novos projetos.
A
ampliação da meta do programa Expandir foi possível
com a liberação de recursos para investimentos
e a contratação de novos professores e de pessoal
técnico-administrativo. “Primeiro, atendemos
às prioridades e, na medida em que obtivemos mais recursos,
ampliamos o programa até a formatação
atual”, explica o diretor do Departamento de Desenvolvimento
da Educação Superior do MEC, Manuel Palácios.
Com essa ampliação, completa-se, segundo Palácios,
a expansão do ensino superior em pelo menos três
estados: Amazonas, Paraíba e Minas Gerais. Cada campus
receberá R$ 8 milhões, metade ainda este ano
e o restante em 2007.
O Expandir vai levar o ensino superior a áreas de difícil
acesso no interior do país. No Amazonas, por exemplo,
em apenas um campus, o de Itacoatiara, chega-se por terra.
Nos demais, o caminho é feito por barcos ou aviões,
como em direção ao de Benjamin Constant, quase
na divisa do Brasil com o Peru e a Colômbia, a 1.200
quilômetros de Manaus, em linha reta.
A universidade chega também a pólos importantes
do Nordeste, como Sobral (CE), numa região de 60 pequenos
municípios, onde os jovens terão a oportunidade
de acesso ao ensino superior público e gratuito.
Nestes locais, os novos campi e universidades estão
sendo construídos com a participação
da comunidade e a parceria das prefeituras – cedem áreas
para as obras e opinam sobre quais cursos querem e de que
forma serão ofertados. O MEC paga os serviços
licitados, a contratação de trabalhadores da
construção civil e professores e pessoal técnico-administrativo,
além da aquisição de equipamentos e laboratórios.
Só para atender à demanda das novas instituições,
foram criados 3.840 cargos, dos quais 2.365 para professores
e 1.475 para técnicos, além de 120 de direção
e 420 funções gratificadas. Na primeira etapa
do programa, até 2007, serão oferecidas 30 mil
vagas.
O MEC, depois de negociar com o Ministério do Planejamento,
já autorizou a realização de concursos
destinados à contratação de 24.776 professores
e técnicos. Desde 2003, foram liberadas 9.008 vagas
para professores universitários, 1.780 para professores
de primeiro e segundo graus e 13.988 para técnicos
administrativos.
Até 2010, a expansão nas Ifes, que é
um dos eixos da reforma universitária, deve gerar 125
mil matrículas nas instituições federais,
um crescimento de 21,75% sobre 574.584 matrículas (censo
de 2004) da rede federal de ensino superior.
Com a expansão e interiorização do ensino
superior, iniciada em 2004, 17.410 novos alunos já
ingressaram nas universidades federais e, até o final
de 2007, R$ 712 milhões serão investidos no
programa. Os primeiros convênios foram assinados em
2005 e o primeiro campus construído pelo programa Expandir
foi o de Garanhuns, em Pernambuco.
“Após dez anos de estagnação, o
Plano de Expansão da Rede Federal de Ensino Superior
se consolida, aliando necessidades e vocações
econômicas de cada região”, observa Manuel
Palácios. O Expandir contribui para a redução
das desigualdades regionais, do desemprego, democratiza o
ensino superior e impulsiona o desenvolvimento do país,
destaca.
Confira aqui as tabelas das novas universidades criadas e
das faculdades transformadas em universidades no site
do MEC.
Repórter: Susan Faria.
|